domingo, 20 de junho de 2010

Promessas de amizade

Eram duas da manhã de uma terça-feira quando Celina,entrou no quarto de Betina pedindo para que ela se arrumasse porque sua amiga Carolina estava passando muito mal e havia sido levada ao hospital, sem pensar muito a adolescente obedeceu e em minutos estava pronta para sair, mas antes seu pai lhe deu a noticia do falecimento as querida amiga.

Sem derramar lágrimas, anestesiada com a noticia Betina só pensava em encontrar Alex, seu namorado e irmão de Carol, sabia que precisava ser forte para ajudar, enquanto andava acompanhada pelos pais mal conseguia distinguir pesadelo de realidade, ora parecia imaginar toda aquela triste situação.

Ao chegar a igreja onde Carol seria velada Betina encontrou Alex que correu ao seu encontro em busca de conforto, ali se iniciaria um dia que parecia não ter mais fim, ver a mãe de Carol, seus irmãos, seus avós, a família que Betina também tinha como sua , sofrendo tanto lhe tirava o chão.
A pedido de Cassia, mãe de Carol todas as suas amigas compareceram ao velório e ao enterro de branco, a cor que a garota mais gostava, e ao invés de pranto cantaram as musicas prediletas como ultima homenagem.

Carol tinha apenas dezesseis anos e era asmática dês de que nasceu, e foi em meio a uma dessas crises que ela faleceu justamente nos braços de Alex que tentava fazer tudo que podia para reanimá-la.

Durante meses Alex não conseguiu dormir e demorou muito para que conseguisse recuperar sua paz e aceitar que nada podia ter feito melhor do que fez.

Várias promessas reforçavam os laços das amigas, a primeira era que seriam cunhadas de verdade com o casamento Betina e Alex, que sempre seriam amigas, que trabalhariam mais na igreja e desenvolveriam novos projetos , como a maioria das garotas de dezesseis anos sonhavam demais, queriam amores, carreira, sucesso, formar família e conhecer o mundo.

Mais de dez anos se passaram da morte de Carol e esse tempo fez de Betina uma mulher que continua se lembrando da amiga com toda doçura da adolescência.
Alex e Betina não chegaram a se casar, essa foi a quebra da primeira promessa, Carol não teve tempo suficiente para viver um grande amor, se formar, se casar e conhecer os lugares que queria, nem ao menos chegou a ver o mar.

Perdida em seus pensamentos Betina percebe o quanto já conquistou nesse tempo e como ainda não consegue aproveitar tudo que esta a sua disposição nessa vida, mas uma coisa é certa tentou r algumas promessas que fez para si mesma ao perder a amiga, a principal delas era fazer as coisas valerem a pena porque nossos momentos são únicos, as pessoas são preciosas e os sonhos precisam ser realizados.

PARABÉNS PRA VOCÊ!

Minha mãe sempre dizia que o dia do nosso aniversário era sagrado, único e muito importante, nesse dia não levávamos broncas e nem palmada, a não ser que fosse algo muito grave, mas isso nunca aconteceu.

Meus irmãos e eu nunca tivemos grandes festas, mas sempre algo especial acontecia, bolo, presentes, nossa comida preferida, um abraço carinhoso, tivemos muita sorte!


Ainda consigo me lembrar da decoração do meu aniversário de seis anos e da minha boneca da qual eu não desgrudava durante toda a festa, sinto o gostinho do sorvete que meu pai comprou quando fiz doze e o frio na barriga na comemoração dos meus quinze, eu ali em frente ao meu pai, vestida de princesa e ele se segurando para não se emocionar, tive sorte!


Quando fiz dezoito achei que mudaria de vida de um dia para o outro, mal sabia que a autonomia que eu tento queria só viria com a maturidade que eu precisaria conquistar com muito esforço.
Meu primeiro aniversário depois de sair da faculdade te gosto de frustração, tipo assim, estou formada, tenho mais de vinte e nem sei direito o que fazer da vida, sou um fracasso, mas quando tudo parecia perdido, meus pais me apoiaram em buscar novos caminhos e lá fui eu.


Depois de conseguir um emprego legal, ir morar sozinha, fiz aniversário, mas nesse dia em vez de acordar com o “parabéns pra você”, ecoava dentro de mim um voz que dizia mais ou menos assim: Vai ficar pra titia, solteirona, encalhada, mas não me rendi, continuei a jornada até conhecer meu príncipe.


Seis meses após meu casamento fiz aniversário de novo, tive medo dele esquecer, então o lembrei, foi uma das piores coisas que já devo ter feito, quebrou a espontaneidade, mas o bom foi que ganhei presente.


Hoje um ano e meio depois do meu casamento, faço aniversário de novo, tento ser adulta e considerar esse dia normal, mas vou ser franca, para mim é difícil, aprendi a acreditar que os desejos se realizam ao soprarmos as velas, ainda gosto que cantem parabéns pra mim, adoro que meus amigos liguem, mandem e-mail, que digam que não esqueceram, ainda choro com festas surpresas e faço reflexões.


De todas as coisas que aprendi, de tudo de melhor que pude guardar, nada se compara com o carinho das pessoas que me amam e aquém eu também amo de todo o coração, mesmo sendo eles tão diferentes, alguns acreditando que presentes não são importantes, outros fazendo questão de presentear, alguns achando ser um dia como qualquer um e outros dizendo ser um dia mágico, a todos meu carinho e meu amor, e aqueles que me fizeram crer poder ser melhor do que sou para continuar crescendo minha gratidão por me ajudarem a dia após dia conquistar a serenidade.PARABÉNS PARA NÓS!


Marcejane Ribeiro 21-05-10

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Minha amiga Valentina

Valentina não poderia ter um nome mais adequado a sua personalidade, apesar de ainda ser uma menina lutava pelo que acreditava e sempre dava um jeitinho de deixar tudo como deveria ser, parecia não ter medo de nada e se jogava pra vida sem rede de segurança, apenas com a imensa vontade de ser feliz.

Foi assim na saída da casa da mãe para estudar na cidade que os avós moravam, foi assim com namoro de anos do qual resolveu se desprender para trilhar seu caminho, ter novos amores e foi assim também com a gravidez aos vinte e dois anos.

Muitas garotas engravidam e optam por não ter seus bebês por de algum modo parecer a decisão mais acertada, mas não foi o que Valentina fez, apesar de todo o medo que sentia ela resolver ter sua filha, mesmo sem ter um relacionamento com o pai da criança, mesmo morando longe do amparo de sua mãe e mesmo estando da reta final da faculdade.

Por conta da gravidez a jovem deixou de participar dos congressos, festas e passeios com o pessoal da faculdade, não conseguiu fazer seu estágio e não obteve seu diploma, mas é mãe de uma linda e saudável garotinha, o que também deve ser considerado uma grande conquista.

Valentina sempre foi precoce em suas descobertas, parecia sempre saber mais que suas amigas, chegava a sem engraçado ouvir seus conselhos como se ela já fosse uma tia ou uma irmã mais velha, o segredo descobri algum tempo depois quando ela ficou ao meu lado até que eu dormesesse de tanto chorar por uma dor que imaginei que nunca passaria, Valentina tinha sim o coração mais aberto que as outras pessoas e possuía uma fidelidade raríssima, é fiel aqueles que ama e ao que acreditar ser o certo.

Creio firmemente que um dia a filha querida de Valentina irá saber das loucas história que sua mãe viveu quando tinha sua idade, acho que ela irá sorrir, chorar e principalmente agradecer por ter tido uma mãe tão guerreira e iluminada.

sábado, 1 de agosto de 2009

O ultimo ano da escola

Decidir o que fazer da vida, que rumo dar aos anseios e sonhos que carregamos em nossos corações não é uma tarefa facil, ainda mais quando se tem apenas deseseis anos, como Clara.
Aquele seria o ultimo ano do colégio para a adolescente, por isso seus pais decidiram que ela estudaria fora para que tivesse mais oportunidade de ingressar em uma boa faculdade e ter uma carreira promissora.
Junto com a decisão de morar longe da familia outros fatores influenciaram diretamente na vidinha organizada que Clara tinha, seu namoro com Rodrigo por exemplo, os dois já estavam juntos há um ano, tempo que parecia uma eternidade para ambos.
Embora o medo fosse grande o desejo de realizar seus sonhos e proporcionar orgulho a seus pais era maior, então Clara lutou com tudo que podia para conquistar seu espaço na escola, fazer amigos e ser uma boa aluna, coisas que nem sempre davam muito certo.
O jeito de garota do interior incomodava um pouco alguns colegas, de inicio só agradava que também vivia a margem como os outros novatos e os tido como esquisitos, mas com o tempo novas amizades foram surgindo e se fortalecendo, Bia por exemplo dava carona para Clara todos os dias e logo que se conheceram melhor passou a ajudar em tudo que podia, sempre preocupada com o fato de amiga estar longe da familia.
Vitor, o garoto mais popular e estudioso da escola tembém acolheu Clara, a ajudava com as disciplinas, montaram um grupo de estudo com os amigos, Nando, Elisa, Cassio e Bia, estavam sempre juntos, brigavam constantimente e logo faziam as pases.
Vitor e Bia se apaixonaram, ficaram juntos por um tempo depois decidiram ser somente bons amigos, Clara que apesar de ter deixado um namorado em sua cidade natal também se encantou com Nando, mas como ambos eram comprometidos acabou não rolando...
Clara enfrentou muitas dificuldades durante esse ano, mas os amigos não deixavam que lhe faltasse carinho e apoio, com relação a falta de grana, as notas baixas e a saudade da familia.
Chegado o final do ano apenas Bia e Vitor conseguiram passar no vestibular de primeira, os outros amigos tiveram que enfrentar essa derrota, talvez a mais siguinificativa até então em suas vidas.
Clara decidiu voltar para a casa dos pais, passou um ano decidindo o que faria até entrar na faculdade, dez anos depois as aventuras com os amigos são sembradas com ternura, gratidão e uma imensa saudade.
Do grupo de amigos somente Vitor, o melhor aluno, o mais confiante e centrado de todos não conseguiu se formar, ele foi assasinado em uma loja de conveniências.
Hoje cada um vive em um lugar, alguns trocam e-mail de vez em quando, mas todos tem um sentimento comum, aquele ano mudou suas vidas...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Quando precisamos dizer Adeus

Viver uma linda história de amor é um sonho de muitas pessoas, dizem até que só é feliz de verdade na vida quem teve essa oportunidade, Amanda e Pedro a tiveram, mas talvez ela tenha acontecido no tempo errado, no momento em que ambos não estava preparados para vivê-la, ou simplesmente não tinha que ser.
Amanda tinha somente quinze anos quando conheceu Pedro, um rapaz considerado mais maduro por já ter dezoito anos, eles logo se apaixonaram e resolveram assumir um relacionamento “sério”.
Foram cinco anos de idas e vindas, brigas e beijos, promessas e desistências, apesar de todos, acreditarem que formavam um casal perfeito, com um futuro promissor, pois eram extremamente maduros e esforçados em tudo que se dispunha a fazer, para Amanda ainda faltava alguma coisa, havia uma peça que ela não conseguia encontrar para formar aquele mosaico feliz.

Amanda sonhava em viajar, sair, dançar, conhecer pessoas, fazer amigos, ela tinha uma alma livre demais para o conservadorismo de Pedro e isso a deixava cheia de dúvidas, não sabia mais se o que a ligava ao namorado era o amor ou apenas o compromisso firmado por ambos e ressaltado todos os dias por sua mãe.
O tempo foi passando e o namoro tornando-se mais longo, até que no aniversário de vinte e um anos de Amanda Pedro a pediu em casamento, constrangida com a supressa aceitou o pedido, decisão que mudaria sua vida e a privaria ainda mais dos sonhos que cativava em seu coração.
O vestido já estava escolhido, a dada marcada e a noiva extremamente infeliz, tentando encontrar uma maneira de livrar-se daquela decisão equivocada, não que não sentisse carinho por Pedro, mas ele a sufocava com planos tão perfeitos, com gestos tão românticos que a mantinham cada vez mais presa aquela situação. Sem saber mais o que fazer resolver pedir um tempo ao noivo, disse que estava confusa e que precisava colocar suas idéias nos lugar, ele apesar de chateado concordou, mas sua mãe foi terminantemente contra a decisão, dizia que se Amanda não se casasse com Pedro nunca mais encontraria alguém que a amasse, que seria apenas “usada” por outros rapazes que não queriam compromisso e que sofreria arrependida por ter perdido alguém tão maravilhoso.
A insistência de Pedro e as pressões da mãe contribuíram para que Amanda desenvolvesse um quando depressivo. O pai da moça decidiu então apoiá-la para que ela rompesse de vez com o noivado, ao contrario da mãe ele percebia que aquele casamento poderia arruinar a vida do casal.
Após muito sofrimento, enfrentando duras criticas todos os dias dentro e fora de casa, porque ninguém conseguia entender como ela poderia desistir de uma vida tão perfeita e de um homem tão especial como Pedro, Amanda resistiu e rompeu o compromisso, o rapaz ainda tentou reconquistar a amada durante dias, semanas, meses e anos, a cada oportunidade que tinha de estarem juntos ele acreditava poder resgatar a história que viveram, investidas sem sucesso, para ela era realmente o fim.
Amanda viajou, estudou, se formou, leu seus livros, ouviu suas músicas, se divertiu com amigos, beijou outros garotos e se apaixonou outras vezes, aprendeu a cozinhar dirigir e morou sozinha, seis anos depois conheceu Breno, amor a primeira vista, namoro de um ano, noivado de seis meses, casamento e planos para filhos, viagens e uma vida juntos, sem cobranças ou pressões somente com sonhos e o desejo de dividir e aceitar as diferenças.
Pedro também se casou hoje esta feliz e apaixonado novamente, deixou-se curar pelo tempo e caminhou em direção ao seu destino que ao contrario do que ele acreditava não era ao lado de Amanda.
Conseguir admitir que algo que nos parece tão perfeito pode não nos trazer a felicidade nos machuca, e quanto mais lutamos contra nossos sentimentos, intuições e sonhos mais nos violentamos e perdemos a capacidade de ser e fazer feliz, assim também sofremos e fazemos sofrer, quando não aceitamos as decisões de quem deseja tomar outro caminho que não seja o nosso e que não nos inclui do modo que gostaríamos em sua vida.
Tudo tem seu tempo sua vez e seu fim, mas nos apegamos com tamanha força a nossa dificuldade de dizer adeus que acabamos prolongamos algo inevitável de acontecer, a nossa própria história.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Deixe os ciclos da vida se fecharem, aprenda com as situações

Lucia era apaixonada por seu primo Felipe dês de criança, mas tinha medo de se envolver por que sabia que ele não a levaria a serio.
Aos dezesseis anos Lucia já não conseguia mais fugir das investidas do primo e entregou-se a ele, inexperiente e assustada com a situação contou a sua melhor amiga Ana, também sua prima e irmã de Felipe, que ficou indignada com a atitude do irmão que segundo ela só queria usar Lucia.
Ana contou a seus pais, a confusão foi tamanha que a mãe de Lucia foi até sua irmã exigindo que Felipe se casasse com a filha, mas o rapaz negava-se veementemente e dizia a Lucia que se eles poderiam ficar juntos, mas sem o casamento e que se ela não convencesse a família a deixar o assunto de lado ele iria embora e nunca mais se veriam.
A moça com medo de perder quem acreditava ser seu grande amor dizia a todos que não queria se casar, mesmo assim Felipe viajou deixando Lucia usando uma aliança de casamento aos dezesseis anos.
Meses se passaram e a espera de Lucia tornava-se cada dia mais vergonhosa aos olhos da família, até que Felipe voltou para se casar formalmente, só que não era com Lucia que ele firmaria esse compromisso.
Felipe sem dar satisfação alguma a Lucia casou-se com Débora, uma vizinha dos pais com quem já tinha tido um namorico.
Lucia de tanta tristeza e vergonha precisou ir morar com parentes em outro Estado, imaginando que jamais se recuperaria de tamanha desilusão.
Tempo depois conheceu Augusto, namoraram e ela engravidou, mas segundo ele seria complicado um bebê naquele momento e ela fez um aborto, meses depois engravidou novamente, determinada a ter a criança voltou para a casa da sua mãe, que apesar de conservadora a acolheu.
Lucia ficou a espera de Augusto que prometia ir buscar a ela e ao filho, anos depois ele foi visitá-los e levá-los para conhecer seus pais, nessa viagem Lucia engravidou novamente e mais uma vez voltou para a casa da mãe para esperar que Augusto se organizasse e formassem uma família.
Após o nascimento do segundo filho Augusto comunica a Lucia que não iria assumi-la como esposa e que ela não o esperasse mais, novamente sem chão e sem rumo era hora de recomeçar.
Sem esperança e sem acreditar que seria amada Lucia segue sua vida cuidado dos filhos e da mãe já idosa, até um dia conhecer Paulo, poucos anos mais jovem, um rapaz prestativo e romântico que a conquistou de modo arrebatador.
Ao visitar os filhos Augusto tentou reatar com Lucia, que o rejeitou por estar envolvida com Paulo, alguns meses depois Lucia toma conhecimento que Augusto decidiu se casar.
Buscando investir na sua felicidade Lucia decide dar uma chance a Paulo, que por seis anos a faz sentir a mulher mais amada do mundo, com presentes, flores e atenção, até que um dia Lucia percebe que o relacionamento não é mais o mesmo e toma conhecimento de que Paulo tem outra pessoa.
Mesmo sabendo da traição Lucia não queria abrir mão do relacionamento, tanto que concordou que Paulo viajasse para procurar emprego e que se estabilizando voltasse para buscá-la.
Meses se passam e Lucia fica sabendo que Paulo casou-se com a moça com quem estava se relacionando enquanto estavam juntos, ela fora ao encontro dele e estava grávida.
Lucia caiu em uma depressão profunda, já não saia de casa nem trabalhava, estava definhando, até que com a ajuda de alguns amigos e familiares conseguiu retomar a vida e mudar-se novamente em busca de trabalho e de uma nova chance.
Já na nova cidade reencontrou Felipe, vinte anos depois , separado da esposa e acredite se quiser, ela esta lhe dando uma nova chance, apesar de viverem um relacionamento perturbado pela bebida e por outra mulher, com quem ele já se relacionava antes da chegada de Lucia.Se dará certo ou não somente o tempo poderá dizer.

Nossa vida é feita de ciclos, precisamos ter isso muito claro em nossas mentes, porque é necessário que fechemos esses ciclos para seguirmos nossas vidas, caso contrário ficaremos presos neles por toda nossa existência.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O lado mais duro da traição chama-se desrespeito

Laila era uma garota super bacana, batalhadora e destemida, sempre foi em busca do que queria. Estudou em colégio interno como bolsista, lá conheceu Erick, seu primeiro amor, por motivos familiares não continuou por muito tempo na escola, mas o namoro seguia mesmo que a distancia.

Foram muitas idas e vidas até que Laila e Erick resolveram se casar, na época ela tinha um namoro recente e ele estava noivo de outra garota, decidiram então zerar tudo e seguir a vida juntos.

Laila abandonou seu emprego estável onde ganhava um bom salário e a casa de sua família para morar na cidade que Erick estava, conseguiu um emprego onde ganhava a metade do seu salário anterior e foi morar na casa da sua cunhada até o casamento.

Meses depois de toda essa mudança soube que Milla, a ex noiva de Erick estava grávida, e que essa gravidez aconteceu quando ela e Erick já tinham voltado a namorar, parecia que seu mundo havia caído, mas ela resolveu ceder a todos os apelos do noivo, que jurava ter sido um deslize que nunca mais se repetiria.

A decepção de Laila foi tamanha que desistira do casamento tão sonhado na igreja, seria realizada somente a cerimônia civil sem comemoração.

Tomada pela dúvida e tristeza que toda aquela situação lhe trazia Laila decidiu desistir do casamento dias antes da data marcada, voltou para sua família e seu emprego e separou-se de Erick que pouco tempo depois casou-se com Milla, tiveram uma filha que recebeu o nome de Eliza, o mesmo nome que Laila e Erick haviam escolhido se um dia tivessem uma menina.
Por muitas vezes Erick procurou Laila reclamando de seu casamento e pedindo desculpas pela traição, mas era tarde, a confiança havia se quebrado e o amor ido embora.

Hoje Laila reconstruiu sua vida, e apesar de Erick sempre fazer parte de sua história ela consegui se levantar com dignidade e seguir em frente com coragem e o mais importante deixando as amarguras para trás.
Por mais que tenhamos cuidado com as pessoas e que procuremos não nos magoar ou nos deixar enganar, isso não depende totalmente de nós, mas precisamos nos manter centrados em nossos princípios e sempre nos perguntarmos para onde nossas escolhas poderão nos levar, acredito ser esse o caminho que nos guiará as melhores respostas e nos mostrará as saídas certas.